Vanessa Vaz ainda está no Nepal, há alguns meses ela e uma equipe realizaram um trekking pela região montanhosa do país. O texto que segue é um relato dela sobre essa aventura pelo Himalaia.
O ônibus partiu de Kathmandu em direção uma das vilas. A estrada estava muito boa, além da vista que era incrível. A viagem levou 9 horas. Todo o trajeto foi somente de subida, o que me deixou um pouco preocupada quanto a altitude. Mas tudo correu bem. Chegamos em lá no final da tarde, então pudemos somente encontrar um lugar para comer e dormir.
Na manhã seguinte começamos a vender alguns livros ao mesmo tempo em que andávamos em direção a próxima vila. No caminho encontramos uma moça que ouviu sobre alguns cristãos que tinham chegado na noite anterior. Ela nos convidou para ir até a sua igreja, que é pastoreada pelo tio dela. Lá conversamos com ela, tomamos um chá e oramos pela igreja e pela vila. A igreja tem 30 membros, incluindo crianças e adultos.
No caminho passamos por uma vila budista onde ninguém quis comprar os nossos livros, mas ainda assim tivemos a oportunidade de dar alguns folhetos. Na mesma vila, apresentamos teatro na escola e falamos sobre Jesus. A escola tinha cerca de 100 estudantes, todos muito pobres.
No final da tarde, quando já estávamos descendo a montanha, uma forte chuva de granizo começou a cair. As pedras de gelo batiam em nosso corpo causando muita dor. Louvamos a Deus por uma cabana abandonada no meio do nada, onde pudemos parar e esperar a chuva passar.
Na manhã seguinte começamos a vender alguns livros ao mesmo tempo em que andávamos em direção a próxima vila. No caminho encontramos uma moça que ouviu sobre alguns cristãos que tinham chegado na noite anterior. Ela nos convidou para ir até a sua igreja, que é pastoreada pelo tio dela. Lá conversamos com ela, tomamos um chá e oramos pela igreja e pela vila. A igreja tem 30 membros, incluindo crianças e adultos.
No caminho passamos por uma vila budista onde ninguém quis comprar os nossos livros, mas ainda assim tivemos a oportunidade de dar alguns folhetos. Na mesma vila, apresentamos teatro na escola e falamos sobre Jesus. A escola tinha cerca de 100 estudantes, todos muito pobres.
No final da tarde, quando já estávamos descendo a montanha, uma forte chuva de granizo começou a cair. As pedras de gelo batiam em nosso corpo causando muita dor. Louvamos a Deus por uma cabana abandonada no meio do nada, onde pudemos parar e esperar a chuva passar.
Depois disso veio o frio.
Após uma boa noite de sono, nós subimos as montanhas mais uma vez. Nós encontramos algumas pessoas durante o trajeto. As casas estavam espalhadas por toda a montanha, o que dificultou um pouco o nosso trabalho. Também durante o trajeto, encontramos algumas pessoas que nos convidaram para tomar chá (hábito dos nepaleses). Além disso, no final da tarde, encontramos alguns estudantes que estavam voltando da escola. Como eles não tinham dinheiro para comprar os livros, nós entregamos alguns folhetos.
No meio da noite, quando todos já estavam dormindo, pela primeira vez Anne teve uma forte dor de estômago, que nos deixou preocupados. Nós não sabíamos extamente o que era, então oramos por ela e algumas horas depois ela já estava bem e pôde dormir. Também nesse dia a gripe conseguiu me alcançar, mas tomei alguns remédios e fiquei bem.
No quarto dia, enquanto andávamos oferecendo livros para as pessoas, os nossos carregadores passaram a nossa frente e encontraram um casal. Os carregadores contaram para o casal que três estrangeiras cristãs estavam vindo naquela direção. O casal de idosos começou a correr em nossa direção. A senhora foi a primeira a nos alcançar saudando-nos com o “Djaimassi” (saudação entre os cristãos que quer dizer “o Messias é vitorioso”). Logo em seguida apareceu o seu esposo que veio em nossa direção gritando: Djaimassi, Djaimassi, Djaimassi. Ao se aproximar, ele não pôde conter a emoção, com lágrimas nos olhos e um imenso sorriso, ele dizia: Aleluia, aleluia, aleluia!! Essas eram as palavras que ele usava para expressar a alegria em encontrar cristãos em sua área. Eles são os únicos cristãos em toda a vila e para chegar até a igreja mais próximo, eles precisam andar cerca de três horas, subindo e descendo montanhas. Enquanto descíamos as montanhas, eu caí em meio a algumas pedras que estavam rolando enquanto descíamos. Por causa disso, acabei torcendo o pé. Porém, usei o kit de primeiros socorros, enfaixei o pé e decidi seguir viagem, mesmo sentindo dor no tornozelo. Neste dia novamente fizemos uma programação em uma escola para 600 alunos.
O quinto dia foi um dia feliz!! Nós encontramos o rio pela primeira vez e finalmente pudemos tomar banho. Além disso, encontramos uma senhora que nos reconheceu, porque ela assistiu uma das peças que fizemos em um movimentado mercado em Kathmandu. O quinto dia também foi difícil, porque andamos no meio da floresta, somente subindo (como sempre, rs), além de encontrarmos alguns macacos pela frente. Como a floresta era fechada e úmida, adivinhem o que encontramos. Sanguessugas!!! Aude foi a mais atacada. Ah, outra surpresa! Nós dormimos na casa de um rapaz que trabalha juntamente com o Prashanta (o líder dos maoístas no Nepal). Graças a Deus não tivemos qualquer problema e até demos alguns livros de presente para ele! Após andar o dia inteiro, meu tornozelo doía e estava muito inchado. Mesmo assim, decidi seguir.
No sexto dia, novamente encontramos uma escola. Já desta vez não tivemos autorização para apresentar os teatros sobre Jesus. Nós entregamos alguns folhetos e partimos. Durante todo o caminho, nós encontramos pessoas que nos convidaram para tomar chá ou comer “kapal”, uma pequena fruta do Nepal. Estes momentos são as perfeitas oportunidades que Deus nos dá para falarmos do amor Dele. Também encontramos muitas pessoas que não sabiam ler, a maioria delas eram mulheres, jovens e idosas. O Nepal é um país muito machista, onde raramente as mulheres têm a oportunidade de progredirem. Neste dia, durante o almoço, Anne começou a ter “a tal dor de estômago” novamente.
O sétimo dia foi muito difícil, quase não vendemos livros, porque a maior parte das vilas por onde passamos eram budistas. Os budistas não toleram qualquer outra religião além do budismo. Eles costumam nos tratar muito mal. A dor no tornozelo já não era tão forte e o inchaço começava a diminuir.
No oitavo dia toda a equipe estava muito cansada e por causa disso começamos a ter algumas enfermidades. Alguns estavam com gripe, outros diarréia e Noa começou a ter infecção nas áreas que foram atacadas pelas sanguessugas. Sendo assim, decidi parar em uma vila pela manhã, onde pudemos descansar, comemos uma comida diferente e melhor (porque os nepaleses só comem arroz, caldo de lentilhas e batatas refogadas no curry – isso todos os dias), e ainda fizemos contato com uma escola que aceitou nos receber pela tarde. Porém, próximo ao horário do almoço, uma forte chuva começou a cair. Por causa disso, os estudantes foram enviados para casa. Como não tínhamos para quem apresentar o teatro, resolvemos ir para o centro da vila e começamos a convidar as pessoas para virem – claro, após o término da chuva. Apresentamos o teatro e vendemos muitos livros. Antes de partirmos daquela vila, uma ventania começou, mesmo assim decidimos partir, porque a próxima vila estava muito distante e corríamos o risco de ter que andar na escuridão. Somente tivemos tempo de pegar as nossas mochilas e sair do “restaurante” onde comemos. Logo em seguida, uma árvore caiu em cima do restaurante. Graças a Deus, ninguém estava lá dentro. Veja como Deus sempre nos guarda em segurança. Porém, esse não foi o único livramento neste dia. Enquanto andávamos em direção a próxima fila, nos deparamos com uma trilha que logo a frente se dividia em duas. No mapa nunca consta algo desse tipo, sempre precisamos perguntar para os moradores da região qual é o caminho certo. Já que ninguém se aproximava, sentamos no chão e resolvemos esperar até alguém aparecer.
Após uma boa noite de sono, nós subimos as montanhas mais uma vez. Nós encontramos algumas pessoas durante o trajeto. As casas estavam espalhadas por toda a montanha, o que dificultou um pouco o nosso trabalho. Também durante o trajeto, encontramos algumas pessoas que nos convidaram para tomar chá (hábito dos nepaleses). Além disso, no final da tarde, encontramos alguns estudantes que estavam voltando da escola. Como eles não tinham dinheiro para comprar os livros, nós entregamos alguns folhetos.
No meio da noite, quando todos já estavam dormindo, pela primeira vez Anne teve uma forte dor de estômago, que nos deixou preocupados. Nós não sabíamos extamente o que era, então oramos por ela e algumas horas depois ela já estava bem e pôde dormir. Também nesse dia a gripe conseguiu me alcançar, mas tomei alguns remédios e fiquei bem.
No quarto dia, enquanto andávamos oferecendo livros para as pessoas, os nossos carregadores passaram a nossa frente e encontraram um casal. Os carregadores contaram para o casal que três estrangeiras cristãs estavam vindo naquela direção. O casal de idosos começou a correr em nossa direção. A senhora foi a primeira a nos alcançar saudando-nos com o “Djaimassi” (saudação entre os cristãos que quer dizer “o Messias é vitorioso”). Logo em seguida apareceu o seu esposo que veio em nossa direção gritando: Djaimassi, Djaimassi, Djaimassi. Ao se aproximar, ele não pôde conter a emoção, com lágrimas nos olhos e um imenso sorriso, ele dizia: Aleluia, aleluia, aleluia!! Essas eram as palavras que ele usava para expressar a alegria em encontrar cristãos em sua área. Eles são os únicos cristãos em toda a vila e para chegar até a igreja mais próximo, eles precisam andar cerca de três horas, subindo e descendo montanhas. Enquanto descíamos as montanhas, eu caí em meio a algumas pedras que estavam rolando enquanto descíamos. Por causa disso, acabei torcendo o pé. Porém, usei o kit de primeiros socorros, enfaixei o pé e decidi seguir viagem, mesmo sentindo dor no tornozelo. Neste dia novamente fizemos uma programação em uma escola para 600 alunos.
O quinto dia foi um dia feliz!! Nós encontramos o rio pela primeira vez e finalmente pudemos tomar banho. Além disso, encontramos uma senhora que nos reconheceu, porque ela assistiu uma das peças que fizemos em um movimentado mercado em Kathmandu. O quinto dia também foi difícil, porque andamos no meio da floresta, somente subindo (como sempre, rs), além de encontrarmos alguns macacos pela frente. Como a floresta era fechada e úmida, adivinhem o que encontramos. Sanguessugas!!! Aude foi a mais atacada. Ah, outra surpresa! Nós dormimos na casa de um rapaz que trabalha juntamente com o Prashanta (o líder dos maoístas no Nepal). Graças a Deus não tivemos qualquer problema e até demos alguns livros de presente para ele! Após andar o dia inteiro, meu tornozelo doía e estava muito inchado. Mesmo assim, decidi seguir.
No sexto dia, novamente encontramos uma escola. Já desta vez não tivemos autorização para apresentar os teatros sobre Jesus. Nós entregamos alguns folhetos e partimos. Durante todo o caminho, nós encontramos pessoas que nos convidaram para tomar chá ou comer “kapal”, uma pequena fruta do Nepal. Estes momentos são as perfeitas oportunidades que Deus nos dá para falarmos do amor Dele. Também encontramos muitas pessoas que não sabiam ler, a maioria delas eram mulheres, jovens e idosas. O Nepal é um país muito machista, onde raramente as mulheres têm a oportunidade de progredirem. Neste dia, durante o almoço, Anne começou a ter “a tal dor de estômago” novamente.
O sétimo dia foi muito difícil, quase não vendemos livros, porque a maior parte das vilas por onde passamos eram budistas. Os budistas não toleram qualquer outra religião além do budismo. Eles costumam nos tratar muito mal. A dor no tornozelo já não era tão forte e o inchaço começava a diminuir.
No oitavo dia toda a equipe estava muito cansada e por causa disso começamos a ter algumas enfermidades. Alguns estavam com gripe, outros diarréia e Noa começou a ter infecção nas áreas que foram atacadas pelas sanguessugas. Sendo assim, decidi parar em uma vila pela manhã, onde pudemos descansar, comemos uma comida diferente e melhor (porque os nepaleses só comem arroz, caldo de lentilhas e batatas refogadas no curry – isso todos os dias), e ainda fizemos contato com uma escola que aceitou nos receber pela tarde. Porém, próximo ao horário do almoço, uma forte chuva começou a cair. Por causa disso, os estudantes foram enviados para casa. Como não tínhamos para quem apresentar o teatro, resolvemos ir para o centro da vila e começamos a convidar as pessoas para virem – claro, após o término da chuva. Apresentamos o teatro e vendemos muitos livros. Antes de partirmos daquela vila, uma ventania começou, mesmo assim decidimos partir, porque a próxima vila estava muito distante e corríamos o risco de ter que andar na escuridão. Somente tivemos tempo de pegar as nossas mochilas e sair do “restaurante” onde comemos. Logo em seguida, uma árvore caiu em cima do restaurante. Graças a Deus, ninguém estava lá dentro. Veja como Deus sempre nos guarda em segurança. Porém, esse não foi o único livramento neste dia. Enquanto andávamos em direção a próxima fila, nos deparamos com uma trilha que logo a frente se dividia em duas. No mapa nunca consta algo desse tipo, sempre precisamos perguntar para os moradores da região qual é o caminho certo. Já que ninguém se aproximava, sentamos no chão e resolvemos esperar até alguém aparecer.
Enquanto esperávamos, um grupo de rapazes muito estranhos apareceu. Perguntamos qual seria o caminho certo, e eles nos indicaram que seria o caminho para onde eles estavam indo. Naquele momento ouvi Deus me falar para esperar. Falei para a equipe que “descansaríamos” mais um pouco. Então comecei a orar pedindo que Deus enviasse alguém que nos indicasse qual seria o caminho. Minutos depois, uma senhora muito simpática apareceu e nos indicou um caminho totalmente diferente daquele que os rapazes haviam dito. Glória a Deus. Infelizmente, algumas vezes também nos deparamos com ladrões que querem câmeras fotográficas e dinheiro. Vi mais uma vez o livramento do Senhor. Nesta noite, mais uma vez Anne começou a ter fortes dores de estômago – o que me deixou preocupada, porque não havia hospital por perto. Ela gemeu de dor a noite inteira. Talvez esta tenha sido a noite mais difícil que tivemos. Ficamos na cozinha, perto do fogão à lenha que soltava muita fumaça; dormimos no chão duro, coberto apenas com uma esteira de palha, além de termos que dividir o espaço com as baratas que andavam por cima de nós.
Na manhã seguinte, vendo que Anne não havia melhorado, decidi que deveríamos descer a montanha e andar proximo ao local onde poderíamos pegar um ônibus de volta à Kathmandu. Neste dia os budistas estavam comemorando o nascimento de Buddha. Durante todo o trajeto, nós não fomos muito bem recebidos pelos budistas que nos indicavam a direção que levava a saída da vila deles. Pela tarde encontramos um rapaz cristão que frequenta uma igreja com 12 membros.
No décimo e décimo primeiro dia andamos mais devagar, porque Anne não se sentia muito bem, mas não queria voltar para Kathmandu. Mesmo andando devagar, conseguimos vender muitos livros e conversar com muitos nepaleses. No décimo segundo dia pela manhã, tomei a decidir de voltar para Kathmandu. A princípio as meninas não queriam, mas acabaram aceitando. Nós estávamos muito cansadas, e nos desgastar mais ainda poderia nos causar algo mais sério. Anne voltou para Kathmandu doente. As feridas nas pernas da Aude já não eram tão sérias porque ela estava tomando antibiótico. Meu tornozelo já não doía tanto. Dos três carregadores, apenas um permaneceu conosco até o fim (isso porque tive que mandar os outros dois para casa antes do tempo, já que os livros estavam sendo vendidos rapidamente, e não havia o que eles carregassem).
Louvo a Deus por todos os lugares onde passamos, embora alguns não tenham nos tratado muito mal. Agradeço por cada casa que Ele providenciou para que dormíssemos ou comessemos. Agradeço pela maravilhosa equipe que tive, meninas animadas e que nunca se queixavam de nada. Louvo a Deus pelos contatos que fizemos com cristãos e não-cristãos.
Também agradeço a Deus por você que esteve “segurando a corda” enquanto estávamos nos topos das muitas montanhas por onde passamos.
Por Vanessa Vaz
Na manhã seguinte, vendo que Anne não havia melhorado, decidi que deveríamos descer a montanha e andar proximo ao local onde poderíamos pegar um ônibus de volta à Kathmandu. Neste dia os budistas estavam comemorando o nascimento de Buddha. Durante todo o trajeto, nós não fomos muito bem recebidos pelos budistas que nos indicavam a direção que levava a saída da vila deles. Pela tarde encontramos um rapaz cristão que frequenta uma igreja com 12 membros.
No décimo e décimo primeiro dia andamos mais devagar, porque Anne não se sentia muito bem, mas não queria voltar para Kathmandu. Mesmo andando devagar, conseguimos vender muitos livros e conversar com muitos nepaleses. No décimo segundo dia pela manhã, tomei a decidir de voltar para Kathmandu. A princípio as meninas não queriam, mas acabaram aceitando. Nós estávamos muito cansadas, e nos desgastar mais ainda poderia nos causar algo mais sério. Anne voltou para Kathmandu doente. As feridas nas pernas da Aude já não eram tão sérias porque ela estava tomando antibiótico. Meu tornozelo já não doía tanto. Dos três carregadores, apenas um permaneceu conosco até o fim (isso porque tive que mandar os outros dois para casa antes do tempo, já que os livros estavam sendo vendidos rapidamente, e não havia o que eles carregassem).
Louvo a Deus por todos os lugares onde passamos, embora alguns não tenham nos tratado muito mal. Agradeço por cada casa que Ele providenciou para que dormíssemos ou comessemos. Agradeço pela maravilhosa equipe que tive, meninas animadas e que nunca se queixavam de nada. Louvo a Deus pelos contatos que fizemos com cristãos e não-cristãos.
Também agradeço a Deus por você que esteve “segurando a corda” enquanto estávamos nos topos das muitas montanhas por onde passamos.
Por Vanessa Vaz

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