
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Aprendendo a confiar em Deus
Às vezes é difícil confiar, deixar os medos de lado e seguir em frente... Mas o ato de fé, como se vê, é uma ação e não depende de sentimentos ou emoções para ser realizado. Quando li esse texto da missionária Vanessa Vaz, que continua trabalhando com missões no Nepal, me senti fortalecida para continuar diariamente exercitando a fé com ações.
"Algumas lições que aprendi, aprendo e continuarei aprendendo são: obediência, fé e amor a Deus. Desde que cheguei no Nepal, esses têm sido meus maiores aprendizados. Algumas vezes pensamos que ao irmos para determinado lugar lá ensinaremos as pessoas. Porém isso é algo que provém de uma mentalidade muito pequena, como a minha! Na realidade nós aprendemos muito mais do que ensinamos. Aprendemos a nos doar sem medo de nos machucar. Aprendemos que uma simples atitude vale mais do que milhares de palavras. Aprendemos a confiar em Deus é um dos maiores desafios. Mas não me entendam mal! Quando digo que confiar em Deus é um dos maiores desafios , não quero dizer que Ele não seja digno de confiança. Pelo contrário, ainda não conheci alguém que seja mais digno do que Ele é, e estou certa que não encontrarei. O problema é que nossa pequenez nos limita a nos doarmos por inteiro a Ele. Quero muito aprender a fazer isso!"
Eu também quero... Ouvir a experiência de quem está trilhando esse caminho de maneira tão inteira é uma forma de aumentar a nossa fé e seguir pro alvo.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Notícias do Front
Trekking no Nepal
Vanessa Vaz ainda está no Nepal, há alguns meses ela e uma equipe realizaram um trekking pela região montanhosa do país. O texto que segue é um relato dela sobre essa aventura pelo Himalaia.
Vanessa Vaz ainda está no Nepal, há alguns meses ela e uma equipe realizaram um trekking pela região montanhosa do país. O texto que segue é um relato dela sobre essa aventura pelo Himalaia.
O ônibus partiu de Kathmandu em direção uma das vilas. A estrada estava muito boa, além da vista que era incrível. A viagem levou 9 horas. Todo o trajeto foi somente de subida, o que me deixou um pouco preocupada quanto a altitude. Mas tudo correu bem. Chegamos em lá no final da tarde, então pudemos somente encontrar um lugar para comer e dormir.
Na manhã seguinte começamos a vender alguns livros ao mesmo tempo em que andávamos em direção a próxima vila. No caminho encontramos uma moça que ouviu sobre alguns cristãos que tinham chegado na noite anterior. Ela nos convidou para ir até a sua igreja, que é pastoreada pelo tio dela. Lá conversamos com ela, tomamos um chá e oramos pela igreja e pela vila. A igreja tem 30 membros, incluindo crianças e adultos.
No caminho passamos por uma vila budista onde ninguém quis comprar os nossos livros, mas ainda assim tivemos a oportunidade de dar alguns folhetos. Na mesma vila, apresentamos teatro na escola e falamos sobre Jesus. A escola tinha cerca de 100 estudantes, todos muito pobres.
No final da tarde, quando já estávamos descendo a montanha, uma forte chuva de granizo começou a cair. As pedras de gelo batiam em nosso corpo causando muita dor. Louvamos a Deus por uma cabana abandonada no meio do nada, onde pudemos parar e esperar a chuva passar.
Na manhã seguinte começamos a vender alguns livros ao mesmo tempo em que andávamos em direção a próxima vila. No caminho encontramos uma moça que ouviu sobre alguns cristãos que tinham chegado na noite anterior. Ela nos convidou para ir até a sua igreja, que é pastoreada pelo tio dela. Lá conversamos com ela, tomamos um chá e oramos pela igreja e pela vila. A igreja tem 30 membros, incluindo crianças e adultos.
No caminho passamos por uma vila budista onde ninguém quis comprar os nossos livros, mas ainda assim tivemos a oportunidade de dar alguns folhetos. Na mesma vila, apresentamos teatro na escola e falamos sobre Jesus. A escola tinha cerca de 100 estudantes, todos muito pobres.
No final da tarde, quando já estávamos descendo a montanha, uma forte chuva de granizo começou a cair. As pedras de gelo batiam em nosso corpo causando muita dor. Louvamos a Deus por uma cabana abandonada no meio do nada, onde pudemos parar e esperar a chuva passar.
Depois disso veio o frio.
Após uma boa noite de sono, nós subimos as montanhas mais uma vez. Nós encontramos algumas pessoas durante o trajeto. As casas estavam espalhadas por toda a montanha, o que dificultou um pouco o nosso trabalho. Também durante o trajeto, encontramos algumas pessoas que nos convidaram para tomar chá (hábito dos nepaleses). Além disso, no final da tarde, encontramos alguns estudantes que estavam voltando da escola. Como eles não tinham dinheiro para comprar os livros, nós entregamos alguns folhetos.
No meio da noite, quando todos já estavam dormindo, pela primeira vez Anne teve uma forte dor de estômago, que nos deixou preocupados. Nós não sabíamos extamente o que era, então oramos por ela e algumas horas depois ela já estava bem e pôde dormir. Também nesse dia a gripe conseguiu me alcançar, mas tomei alguns remédios e fiquei bem.
No quarto dia, enquanto andávamos oferecendo livros para as pessoas, os nossos carregadores passaram a nossa frente e encontraram um casal. Os carregadores contaram para o casal que três estrangeiras cristãs estavam vindo naquela direção. O casal de idosos começou a correr em nossa direção. A senhora foi a primeira a nos alcançar saudando-nos com o “Djaimassi” (saudação entre os cristãos que quer dizer “o Messias é vitorioso”). Logo em seguida apareceu o seu esposo que veio em nossa direção gritando: Djaimassi, Djaimassi, Djaimassi. Ao se aproximar, ele não pôde conter a emoção, com lágrimas nos olhos e um imenso sorriso, ele dizia: Aleluia, aleluia, aleluia!! Essas eram as palavras que ele usava para expressar a alegria em encontrar cristãos em sua área. Eles são os únicos cristãos em toda a vila e para chegar até a igreja mais próximo, eles precisam andar cerca de três horas, subindo e descendo montanhas. Enquanto descíamos as montanhas, eu caí em meio a algumas pedras que estavam rolando enquanto descíamos. Por causa disso, acabei torcendo o pé. Porém, usei o kit de primeiros socorros, enfaixei o pé e decidi seguir viagem, mesmo sentindo dor no tornozelo. Neste dia novamente fizemos uma programação em uma escola para 600 alunos.
O quinto dia foi um dia feliz!! Nós encontramos o rio pela primeira vez e finalmente pudemos tomar banho. Além disso, encontramos uma senhora que nos reconheceu, porque ela assistiu uma das peças que fizemos em um movimentado mercado em Kathmandu. O quinto dia também foi difícil, porque andamos no meio da floresta, somente subindo (como sempre, rs), além de encontrarmos alguns macacos pela frente. Como a floresta era fechada e úmida, adivinhem o que encontramos. Sanguessugas!!! Aude foi a mais atacada. Ah, outra surpresa! Nós dormimos na casa de um rapaz que trabalha juntamente com o Prashanta (o líder dos maoístas no Nepal). Graças a Deus não tivemos qualquer problema e até demos alguns livros de presente para ele! Após andar o dia inteiro, meu tornozelo doía e estava muito inchado. Mesmo assim, decidi seguir.
No sexto dia, novamente encontramos uma escola. Já desta vez não tivemos autorização para apresentar os teatros sobre Jesus. Nós entregamos alguns folhetos e partimos. Durante todo o caminho, nós encontramos pessoas que nos convidaram para tomar chá ou comer “kapal”, uma pequena fruta do Nepal. Estes momentos são as perfeitas oportunidades que Deus nos dá para falarmos do amor Dele. Também encontramos muitas pessoas que não sabiam ler, a maioria delas eram mulheres, jovens e idosas. O Nepal é um país muito machista, onde raramente as mulheres têm a oportunidade de progredirem. Neste dia, durante o almoço, Anne começou a ter “a tal dor de estômago” novamente.
O sétimo dia foi muito difícil, quase não vendemos livros, porque a maior parte das vilas por onde passamos eram budistas. Os budistas não toleram qualquer outra religião além do budismo. Eles costumam nos tratar muito mal. A dor no tornozelo já não era tão forte e o inchaço começava a diminuir.
No oitavo dia toda a equipe estava muito cansada e por causa disso começamos a ter algumas enfermidades. Alguns estavam com gripe, outros diarréia e Noa começou a ter infecção nas áreas que foram atacadas pelas sanguessugas. Sendo assim, decidi parar em uma vila pela manhã, onde pudemos descansar, comemos uma comida diferente e melhor (porque os nepaleses só comem arroz, caldo de lentilhas e batatas refogadas no curry – isso todos os dias), e ainda fizemos contato com uma escola que aceitou nos receber pela tarde. Porém, próximo ao horário do almoço, uma forte chuva começou a cair. Por causa disso, os estudantes foram enviados para casa. Como não tínhamos para quem apresentar o teatro, resolvemos ir para o centro da vila e começamos a convidar as pessoas para virem – claro, após o término da chuva. Apresentamos o teatro e vendemos muitos livros. Antes de partirmos daquela vila, uma ventania começou, mesmo assim decidimos partir, porque a próxima vila estava muito distante e corríamos o risco de ter que andar na escuridão. Somente tivemos tempo de pegar as nossas mochilas e sair do “restaurante” onde comemos. Logo em seguida, uma árvore caiu em cima do restaurante. Graças a Deus, ninguém estava lá dentro. Veja como Deus sempre nos guarda em segurança. Porém, esse não foi o único livramento neste dia. Enquanto andávamos em direção a próxima fila, nos deparamos com uma trilha que logo a frente se dividia em duas. No mapa nunca consta algo desse tipo, sempre precisamos perguntar para os moradores da região qual é o caminho certo. Já que ninguém se aproximava, sentamos no chão e resolvemos esperar até alguém aparecer.
Após uma boa noite de sono, nós subimos as montanhas mais uma vez. Nós encontramos algumas pessoas durante o trajeto. As casas estavam espalhadas por toda a montanha, o que dificultou um pouco o nosso trabalho. Também durante o trajeto, encontramos algumas pessoas que nos convidaram para tomar chá (hábito dos nepaleses). Além disso, no final da tarde, encontramos alguns estudantes que estavam voltando da escola. Como eles não tinham dinheiro para comprar os livros, nós entregamos alguns folhetos.
No meio da noite, quando todos já estavam dormindo, pela primeira vez Anne teve uma forte dor de estômago, que nos deixou preocupados. Nós não sabíamos extamente o que era, então oramos por ela e algumas horas depois ela já estava bem e pôde dormir. Também nesse dia a gripe conseguiu me alcançar, mas tomei alguns remédios e fiquei bem.
No quarto dia, enquanto andávamos oferecendo livros para as pessoas, os nossos carregadores passaram a nossa frente e encontraram um casal. Os carregadores contaram para o casal que três estrangeiras cristãs estavam vindo naquela direção. O casal de idosos começou a correr em nossa direção. A senhora foi a primeira a nos alcançar saudando-nos com o “Djaimassi” (saudação entre os cristãos que quer dizer “o Messias é vitorioso”). Logo em seguida apareceu o seu esposo que veio em nossa direção gritando: Djaimassi, Djaimassi, Djaimassi. Ao se aproximar, ele não pôde conter a emoção, com lágrimas nos olhos e um imenso sorriso, ele dizia: Aleluia, aleluia, aleluia!! Essas eram as palavras que ele usava para expressar a alegria em encontrar cristãos em sua área. Eles são os únicos cristãos em toda a vila e para chegar até a igreja mais próximo, eles precisam andar cerca de três horas, subindo e descendo montanhas. Enquanto descíamos as montanhas, eu caí em meio a algumas pedras que estavam rolando enquanto descíamos. Por causa disso, acabei torcendo o pé. Porém, usei o kit de primeiros socorros, enfaixei o pé e decidi seguir viagem, mesmo sentindo dor no tornozelo. Neste dia novamente fizemos uma programação em uma escola para 600 alunos.
O quinto dia foi um dia feliz!! Nós encontramos o rio pela primeira vez e finalmente pudemos tomar banho. Além disso, encontramos uma senhora que nos reconheceu, porque ela assistiu uma das peças que fizemos em um movimentado mercado em Kathmandu. O quinto dia também foi difícil, porque andamos no meio da floresta, somente subindo (como sempre, rs), além de encontrarmos alguns macacos pela frente. Como a floresta era fechada e úmida, adivinhem o que encontramos. Sanguessugas!!! Aude foi a mais atacada. Ah, outra surpresa! Nós dormimos na casa de um rapaz que trabalha juntamente com o Prashanta (o líder dos maoístas no Nepal). Graças a Deus não tivemos qualquer problema e até demos alguns livros de presente para ele! Após andar o dia inteiro, meu tornozelo doía e estava muito inchado. Mesmo assim, decidi seguir.
No sexto dia, novamente encontramos uma escola. Já desta vez não tivemos autorização para apresentar os teatros sobre Jesus. Nós entregamos alguns folhetos e partimos. Durante todo o caminho, nós encontramos pessoas que nos convidaram para tomar chá ou comer “kapal”, uma pequena fruta do Nepal. Estes momentos são as perfeitas oportunidades que Deus nos dá para falarmos do amor Dele. Também encontramos muitas pessoas que não sabiam ler, a maioria delas eram mulheres, jovens e idosas. O Nepal é um país muito machista, onde raramente as mulheres têm a oportunidade de progredirem. Neste dia, durante o almoço, Anne começou a ter “a tal dor de estômago” novamente.
O sétimo dia foi muito difícil, quase não vendemos livros, porque a maior parte das vilas por onde passamos eram budistas. Os budistas não toleram qualquer outra religião além do budismo. Eles costumam nos tratar muito mal. A dor no tornozelo já não era tão forte e o inchaço começava a diminuir.
No oitavo dia toda a equipe estava muito cansada e por causa disso começamos a ter algumas enfermidades. Alguns estavam com gripe, outros diarréia e Noa começou a ter infecção nas áreas que foram atacadas pelas sanguessugas. Sendo assim, decidi parar em uma vila pela manhã, onde pudemos descansar, comemos uma comida diferente e melhor (porque os nepaleses só comem arroz, caldo de lentilhas e batatas refogadas no curry – isso todos os dias), e ainda fizemos contato com uma escola que aceitou nos receber pela tarde. Porém, próximo ao horário do almoço, uma forte chuva começou a cair. Por causa disso, os estudantes foram enviados para casa. Como não tínhamos para quem apresentar o teatro, resolvemos ir para o centro da vila e começamos a convidar as pessoas para virem – claro, após o término da chuva. Apresentamos o teatro e vendemos muitos livros. Antes de partirmos daquela vila, uma ventania começou, mesmo assim decidimos partir, porque a próxima vila estava muito distante e corríamos o risco de ter que andar na escuridão. Somente tivemos tempo de pegar as nossas mochilas e sair do “restaurante” onde comemos. Logo em seguida, uma árvore caiu em cima do restaurante. Graças a Deus, ninguém estava lá dentro. Veja como Deus sempre nos guarda em segurança. Porém, esse não foi o único livramento neste dia. Enquanto andávamos em direção a próxima fila, nos deparamos com uma trilha que logo a frente se dividia em duas. No mapa nunca consta algo desse tipo, sempre precisamos perguntar para os moradores da região qual é o caminho certo. Já que ninguém se aproximava, sentamos no chão e resolvemos esperar até alguém aparecer.
Enquanto esperávamos, um grupo de rapazes muito estranhos apareceu. Perguntamos qual seria o caminho certo, e eles nos indicaram que seria o caminho para onde eles estavam indo. Naquele momento ouvi Deus me falar para esperar. Falei para a equipe que “descansaríamos” mais um pouco. Então comecei a orar pedindo que Deus enviasse alguém que nos indicasse qual seria o caminho. Minutos depois, uma senhora muito simpática apareceu e nos indicou um caminho totalmente diferente daquele que os rapazes haviam dito. Glória a Deus. Infelizmente, algumas vezes também nos deparamos com ladrões que querem câmeras fotográficas e dinheiro. Vi mais uma vez o livramento do Senhor. Nesta noite, mais uma vez Anne começou a ter fortes dores de estômago – o que me deixou preocupada, porque não havia hospital por perto. Ela gemeu de dor a noite inteira. Talvez esta tenha sido a noite mais difícil que tivemos. Ficamos na cozinha, perto do fogão à lenha que soltava muita fumaça; dormimos no chão duro, coberto apenas com uma esteira de palha, além de termos que dividir o espaço com as baratas que andavam por cima de nós.
Na manhã seguinte, vendo que Anne não havia melhorado, decidi que deveríamos descer a montanha e andar proximo ao local onde poderíamos pegar um ônibus de volta à Kathmandu. Neste dia os budistas estavam comemorando o nascimento de Buddha. Durante todo o trajeto, nós não fomos muito bem recebidos pelos budistas que nos indicavam a direção que levava a saída da vila deles. Pela tarde encontramos um rapaz cristão que frequenta uma igreja com 12 membros.
No décimo e décimo primeiro dia andamos mais devagar, porque Anne não se sentia muito bem, mas não queria voltar para Kathmandu. Mesmo andando devagar, conseguimos vender muitos livros e conversar com muitos nepaleses. No décimo segundo dia pela manhã, tomei a decidir de voltar para Kathmandu. A princípio as meninas não queriam, mas acabaram aceitando. Nós estávamos muito cansadas, e nos desgastar mais ainda poderia nos causar algo mais sério. Anne voltou para Kathmandu doente. As feridas nas pernas da Aude já não eram tão sérias porque ela estava tomando antibiótico. Meu tornozelo já não doía tanto. Dos três carregadores, apenas um permaneceu conosco até o fim (isso porque tive que mandar os outros dois para casa antes do tempo, já que os livros estavam sendo vendidos rapidamente, e não havia o que eles carregassem).
Louvo a Deus por todos os lugares onde passamos, embora alguns não tenham nos tratado muito mal. Agradeço por cada casa que Ele providenciou para que dormíssemos ou comessemos. Agradeço pela maravilhosa equipe que tive, meninas animadas e que nunca se queixavam de nada. Louvo a Deus pelos contatos que fizemos com cristãos e não-cristãos.
Também agradeço a Deus por você que esteve “segurando a corda” enquanto estávamos nos topos das muitas montanhas por onde passamos.
Por Vanessa Vaz
Na manhã seguinte, vendo que Anne não havia melhorado, decidi que deveríamos descer a montanha e andar proximo ao local onde poderíamos pegar um ônibus de volta à Kathmandu. Neste dia os budistas estavam comemorando o nascimento de Buddha. Durante todo o trajeto, nós não fomos muito bem recebidos pelos budistas que nos indicavam a direção que levava a saída da vila deles. Pela tarde encontramos um rapaz cristão que frequenta uma igreja com 12 membros.
No décimo e décimo primeiro dia andamos mais devagar, porque Anne não se sentia muito bem, mas não queria voltar para Kathmandu. Mesmo andando devagar, conseguimos vender muitos livros e conversar com muitos nepaleses. No décimo segundo dia pela manhã, tomei a decidir de voltar para Kathmandu. A princípio as meninas não queriam, mas acabaram aceitando. Nós estávamos muito cansadas, e nos desgastar mais ainda poderia nos causar algo mais sério. Anne voltou para Kathmandu doente. As feridas nas pernas da Aude já não eram tão sérias porque ela estava tomando antibiótico. Meu tornozelo já não doía tanto. Dos três carregadores, apenas um permaneceu conosco até o fim (isso porque tive que mandar os outros dois para casa antes do tempo, já que os livros estavam sendo vendidos rapidamente, e não havia o que eles carregassem).
Louvo a Deus por todos os lugares onde passamos, embora alguns não tenham nos tratado muito mal. Agradeço por cada casa que Ele providenciou para que dormíssemos ou comessemos. Agradeço pela maravilhosa equipe que tive, meninas animadas e que nunca se queixavam de nada. Louvo a Deus pelos contatos que fizemos com cristãos e não-cristãos.
Também agradeço a Deus por você que esteve “segurando a corda” enquanto estávamos nos topos das muitas montanhas por onde passamos.
Por Vanessa Vaz
segunda-feira, 16 de junho de 2008
“Quenanias, chefe dos levitas..."
“Quenanias, chefe dos levitas, tinha o encargo do canto; era essa a sua responsabilidade porque era perito nisso”.
(I Crônicas 15.22)
Esse versículo saltou em minha frente assim que o li. Crônicas é um livro escrito sob a perspectiva de Deus. A narrativa dos fatos já citados nos livros anteriores (Samuel e Reis) são abordadas nesse livro da maneira como Deus destacou as ações praticadas pelos homens. E, apesar de tanta iniqüidade daquela época, o destaque divino foi dado aos bons feitos realizados pelo povo de Israel, por menor que tenham sido em relação aos ruins.
Um livro que conta a história do reino de Israel pelo olhar divino ressalta minuciosamente os atos louváveis dos homens que viveram e serviram a Deus naqueles dias. Entre tantos nomes e funções está Quenanias, chefe dos levitas e responsável pelo canto, simplesmente porque era perito em cantar! Deus não só fez questão de registrar a habilidade e talento do chefe dos levitas como também deixou escrito sua responsabilidade no reino de Israel. “Era perito”, ou seja, cantava bem! E Deus se orgulhava dele. Sua função bem executada o alegrava. Ele cantava!!!
Esse breve versículo, uma simples explicação, falou muito comigo. Ao invés de questionar o que devemos ou não fazer, o que não estamos fazendo ou nos desanimarmos frente aos nossos erros, imperfeições, falhas e tantos outros defeitos, Deus quer que a gente faça exatamente o que sabemos fazer da melhor maneira possível: para sua glória.
Deus escreveu na Bíblia que Quenanias cantava bem! Ele se alegrou com isso! Moisés guiou o povo, Josué conquistou a Terra Prometida, Davi foi o grande rei de Israel, e Quenanias cantava! Vamos fazer todas as nossas atividades com essa mesma perspectiva: alegrar a Deus com o que temos para lhe oferecer. Pensar nessas coisas encheu meu coração de alegria e vontade de trabalhar. Não para ser grande, mas, para assim como Quenanias, alegrar o coração de Deus com os dons que Ele nos deu.
(I Crônicas 15.22)
Esse versículo saltou em minha frente assim que o li. Crônicas é um livro escrito sob a perspectiva de Deus. A narrativa dos fatos já citados nos livros anteriores (Samuel e Reis) são abordadas nesse livro da maneira como Deus destacou as ações praticadas pelos homens. E, apesar de tanta iniqüidade daquela época, o destaque divino foi dado aos bons feitos realizados pelo povo de Israel, por menor que tenham sido em relação aos ruins.
Um livro que conta a história do reino de Israel pelo olhar divino ressalta minuciosamente os atos louváveis dos homens que viveram e serviram a Deus naqueles dias. Entre tantos nomes e funções está Quenanias, chefe dos levitas e responsável pelo canto, simplesmente porque era perito em cantar! Deus não só fez questão de registrar a habilidade e talento do chefe dos levitas como também deixou escrito sua responsabilidade no reino de Israel. “Era perito”, ou seja, cantava bem! E Deus se orgulhava dele. Sua função bem executada o alegrava. Ele cantava!!!
Esse breve versículo, uma simples explicação, falou muito comigo. Ao invés de questionar o que devemos ou não fazer, o que não estamos fazendo ou nos desanimarmos frente aos nossos erros, imperfeições, falhas e tantos outros defeitos, Deus quer que a gente faça exatamente o que sabemos fazer da melhor maneira possível: para sua glória.
Deus escreveu na Bíblia que Quenanias cantava bem! Ele se alegrou com isso! Moisés guiou o povo, Josué conquistou a Terra Prometida, Davi foi o grande rei de Israel, e Quenanias cantava! Vamos fazer todas as nossas atividades com essa mesma perspectiva: alegrar a Deus com o que temos para lhe oferecer. Pensar nessas coisas encheu meu coração de alegria e vontade de trabalhar. Não para ser grande, mas, para assim como Quenanias, alegrar o coração de Deus com os dons que Ele nos deu.
Karina Müller
quinta-feira, 5 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Notícias do Front
Ásia, Nepal
Há um ano no Nepal, Vanessa Vaz se prepara para outro período trabalhando no país. Depois das conturbadas eleições as coisas voltaram a se acalmar e mesmo a vitória do Partido Maioísta não mudou o cotidiano da capital. O trabalho dela e da equipe continua acontecendo, além de receberem estrangeiros para treinamentos e encontros os missionários continuam trabalhando nas escolas, pelas ruas e buscando outras formas de entrar em contato direto com a comunidade do país.
Kathmandu é uma capital muito interessante. A poluição e a fumaça constante é contrastada com as beleza do Himalia com seus cumes nevados apontados para o céu. Modernidade, tradição religiosa, comércio. As pequenas ruelas e caóticas avenidas escancaram a todo instante os constrastes do país. E é exatamente entre os tantos contrastes que os missionários buscam trabalhar. Atualmente, além de todas as suas atividades Vanessa tem outra missão: ensinar inglês para um menina que não quer mais estudar e viver no mosteiro budista onde foi deixada pela família. Em alguns meses essa menina quer aprender inglês para tentar uma vida mais livre e feliz em um outro país. Nessa corrida contra o tempo, que parece passar de um outro jeito daquele lado do mundo, está Vanessa e muitos outros, que decidiram usar suas vidas e talentos em favor de outros.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Notícias do Front
África, Guiné Conacri
Casal natural de São José dos Campos, São Paulo, há três anos partiram para a África. Missionários na terra em que foram escolhidos para trabalhar, hoje colhem os resultados e enfrentam os desafios desse projeto que está no coração de Deus.
Carta de Oração nº 26
"Aclamai a Deus, toda a terra. Salmodiai a glória do seu nome, daí glória ao seu louvor. Dizei a Deus: Que tremendos são os teus feitos! ...” (Salmo 66. 1-3)
"Esse foi um mês muito interessante. Foi um tempo onde pudemos ver frutos de um trabalho, o início de outro e, sobre tudo, a reação das pessoas a tudo isso.
AÇÕES - No dia 30 de março, fizemos uma marcha pela paz aqui em na comunidade. Não éramos muitos, porém o suficiente para transmitirmos a mensagem de paz e de que só Deus pode mudar a atual situação do país. Fizemos um caminho curto orando em vários pontos da vila. Em menos de uma hora terminamos a marcha e a noite finalizamos a ação com o filme “ Moisés”.
Em abril de 2007, tivemos a iniciativa de limpar a vila de toda a sujeira causada pela greve. Este ano, movidos por nosso exemplo, os responsáveis pela vila decidiram fazer a limpeza e dessa vez também envolveram a comunidade na limpeza. Agora, uma vez por mês o povo vai se reunir para limpar a vila. Isso é muito bom porque talvez teremos menos doentes no hospital.
TERRENO - Nosso terreno começa a tomar forma de construção. Este mês iniciamos o alicerce para fazer cinco salas de aula. Ainda faltam recursos para concluirmos o alicerce, pois com a oferta que ganhamos conseguimos fazer apenas três salas, ainda faltam duas. Se você quer fazer parte desse projeto, entre em contato conosco, vamos juntos mudar o futuro das crianças!
Ouvimos um comentário de que as pessoas da vila estão discutindo entre si sobre quem colocará seus filhos na “nossa” escola, pois todos sabem que somos cristãos. Algumas pessoas me perguntaram quando vão começar as inscrições para a escola, pois eles querem que seus filhos estudem lá. Esse assunto tem deixado os líderes muçulmanos da vila inquietos.
Ouvimos um comentário de que as pessoas da vila estão discutindo entre si sobre quem colocará seus filhos na “nossa” escola, pois todos sabem que somos cristãos. Algumas pessoas me perguntaram quando vão começar as inscrições para a escola, pois eles querem que seus filhos estudem lá. Esse assunto tem deixado os líderes muçulmanos da vila inquietos.
AFRONTAS - Um grupo de pessoas, que não sabemos quem são, pediram para o proprietário de nossa casa vir falar conosco para que não ensinássemos e nem cantássemos na sua propriedade (a casa onde moramos). Ele também aumentou muito nosso aluguel. Isso foi muito estranho para nós e também chamou nossa atenção para orarmos por isso. O proprietário não fez nenhuma ameaça mas viajou 400 quilômetros especialmente para falar conosco sobre o assunto. Oramos para que Deus nos dê a possibilidade de construirmos uma casa no nosso terreno para que possamos mudar para lá e fazer nosso trabalho com tranqüilidade e evitarmos esse tipo de problema".
AUTORES - C.S.Lewis
Trecho escrito pelo autor C. S. Lewis muito realista sobre a natureza humana e nossa dificuldade em se aproximar genuinamente de Deus. Presente no livro 'O problema do Sofrimento', C. S. Lewis.
"Estou progredindo ao longo do caminho da vida em minha usual e contentemente condição, caída e irreligiosa, absorvido em uma reunião alegre com meus amigos para o período subsequente, ou um pouco de trabalho que divirta minha soberba diária, um feriado ou um novo livro, quando, repentinamente, uma súbita dor abdominal, que prediz uma séria doença, ou uma notícia no jornal, que nos ameaça com destruição, faz com que este maço de cartas caia no chão.
A princípio sou subjugado, e toda a minha pequena alegria parece brinquedos quebrados. Então, vagarosa e relutantemente, pouco a pouco, tento tomar consciência de como deveria ter sido a minha vida. Lembro-me de que todos estes brinquedos não deveriam tomar conta do meu coração, que meu verdadeiro bem está em outro mundo e meu único e verdadeiro tesouro é Cristo. E, talvez, pela graça de Deus, eu tenha sucesso, e daqui a um ou dois dias eu me torne uma criatura conscientemente dependente de Deus e extraia esta força da fonte correta. Mas, no momento em que a ameaça é retirada, toda a minha natureza volta-se para os brinquedos".
(C. S. Lewis)
sexta-feira, 18 de abril de 2008
À imagem e semelhança de Deus

Com certeza você, como boa parte da humanidade, já se deparou com as seguintes perguntas: Qual o propósito da minha vida? Quem me criou? Por que estou aqui? De onde eu vim? Para onde eu vou? Para muitos, a sede por respostas dá lugar a soluções humanas que procuram amenizar o vazio do coração, se entregando à busca obstinada pelo conhecimento, se envolvendo com o ocultismo ou simplesmente decidindo viver intensamente todos os prazeres desse mundo, experimentando toda a sorte de vícios, libertinagem e imoralidade. Entretanto, apenas dois versículos da Bíblia são suficientes para prover essas respostas e dar completo sentido às nossas vidas.
“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (..) E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1:26-27)
A primeira evidência desse texto é que fomos criados por Deus. Os evolucionistas que me perdoem, mas é preciso ter muito mais fé para acreditar que o homem tenha vindo do macaco ou de uma ameba do que aceitar Deus como o autor da humanidade. A compreensão desse fato produz um tremendo sentido para as nossas vidas. Nós não estamos nessa vida por acaso, nem por geração espontânea, pelo contrário, a nossa origem está em Deus, o grande arquiteto e criador.
A palavra de Deus diz que, além de termos sido criados por Deus, nós fomos feitos à sua imagem e semelhança. Isso significa que Deus ao nos criar colocou algo em nós que nos liga a Ele, características que permitem nos relacionarmos com Ele. Todos nós somos capazes de raciocinar, temos emoções e um desejo de relacionamento. Nós não fomos feitos para estarmos sozinhos, existe dentro de nós um anseio pelo relacionamento com outras pessoas, desejamos ouvir e ser ouvidos, desejamos amar, desejamos estar entre as pessoas, isso é algo natural de todo ser humano.
Existe também dentro de todo homem um anseio pelo sobrenatural, algo que possa dar sentido à sua vida e explicar o propósito da sua existência. Deus colocou em nós um anseio por nos relacionarmos com Ele e esse é o motivo do vazio que sentimos quando estamos longe de Deus. Além de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus, a Bíblia nos diz que nós somos a coroa da criação, em outras palavras, nós somos o que Deus criou de melhor. Existe uma expectativa de Deus com a nossa criação, que sobressai a criação dos animais e até mesmo a dos anjos. Portanto existe um propósito especial para Deus tê-lo criado à sua imagem e semelhança e podemos resumir em uma palavra: RELACIONAMENTO.
Somente através do relacionamento com Deus é que podemos encontrar sentido para a vida. Como está o seu relacionamento com o Criador? Se nesse momento você se encontra escondido atrás da cortina da ciência, do humanismo, dos vícios e prazeres dessa vida, abra o seu coração para ter um encontro com o Criador do Universo. Jesus já rasgou a cortina que separa o homem de Deus e, por meio dele, você pode nesse mesmo instante encontrar o sentido para a sua vida e desfrutar de todos os benefícios de um relacionamento íntimo e profundo com o Autor da vida.
Não perca tempo! Não desperdice a sua vida! Você foi feito à imagem e semelhança de Deus... Levante os seus olhos para o Criador e corra para os braços do Pai.
Adam Obede Furloni é membro da Igreja Batista do Povo, de São José dos Campos, e atualmente está em Pindamonhangaba onde outra Igreja Batista foi instalada.
Notícias do Front
Ásia, Nepal
Deixar a vida perto da família e das pessoas amadas para falar de Deus e da fé libertadora em Jesus Cristo em um país distante pode ser inimaginável para alguns e até mesmo o projeto futuro de outros. Mas, em ambos os casos, devemos conhecer as pessoas que já estão trabalhando na linha de frente e que, mais do que qualquer outra coisa, precisam de nossas orações e atenção, mesmo que seja de longe. Afinal, a responsabilidade é de todos, como nos fala Atos 20.24:
“Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus”.
Vanessa Vaz está no Nepal, bem pertinho da Cordilheira do Himalaia (entre a China e a Índia). Por meio da OM (Operação Mobilização) Brasil, ela trabalha em Katmandu, a capital do país, com outros missionários da equipe. Uma das atividades do grupo é o trabalho em uma favela onde estão os dalits (a casta mais baixa do hinduísmo). A beleza da natureza e do Himalaia naquela região (o Monte Everest está lá!) é incrível, mas deixa o país isolado economicamente. O Nepal é pequenino, curioso pela diversidade de sua cultura e religião e muito pobre já que a maior parte da população é agrícola ou vive do comércio.
Esse território encravado nas montanhas guarda milhares de templos e lugares sagrados. Há uma ‘deusa menina’ que vive em um palácio, imagens e templos de deuses milenares por todas as cidades e muito misticismo por entre os escondidos recantos das montanhas. A maior parte da população é hindu, a outra parte, principalmente os refugiados tibetanos que lá estão, budistas. Os cristãos são minoria e há poucos meses ganharam um pouco mais de liberdade no país. Mas as coisas se complicaram um pouco em abril de 2008, quando mudanças políticas e as eleições gerais esquentaram os conflitos entre os partidos que já brigam entre si há décadas. Ainda uma monarquia, o país passa por mudanças radicais para democratização e escolha de um presidente. No dia 10 de abril último a população foi às urnas (depois de dois adiamentos na data das eleições). Houve mortes, conflitos pelas ruas, corte de energia e telefone nos dias em que precederam a eleição. Não há propaganda política e quase nenhuma orientação sobre a importância do voto. Mas mesmo assim todos aguardam a apuração e, principalmente, qual será o destino político da nação. Maoístas e o partido do governo não querem perder o controle do país e, dependendo do resultado das eleições, prometem mais conflitos.
Apesar de rumores de mais violência, Vanessa Vaz e toda a equipe da OM continuam no país, os conflitos políticos não os afastaram do trabalho. Segundo ela, são nas fases mais difíceis que eles se sentem mais confortados e unidos, principalmente pela oração. Conhecer essas pessoas e o trabalho que desenvolvem é uma maneira de ver a fé cristã em ação. O próximo passo é transformar a nossa própria fé em ações reais, semelhantes às deles, nem que seja bem perto. Já que é de todos os cristãos a responsabilidade de trabalhar, seja na Ásia ou lado de fora dos portões de nossas casas, precisamos começar.
Deixar a vida perto da família e das pessoas amadas para falar de Deus e da fé libertadora em Jesus Cristo em um país distante pode ser inimaginável para alguns e até mesmo o projeto futuro de outros. Mas, em ambos os casos, devemos conhecer as pessoas que já estão trabalhando na linha de frente e que, mais do que qualquer outra coisa, precisam de nossas orações e atenção, mesmo que seja de longe. Afinal, a responsabilidade é de todos, como nos fala Atos 20.24:
“Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus”.
Vanessa Vaz está no Nepal, bem pertinho da Cordilheira do Himalaia (entre a China e a Índia). Por meio da OM (Operação Mobilização) Brasil, ela trabalha em Katmandu, a capital do país, com outros missionários da equipe. Uma das atividades do grupo é o trabalho em uma favela onde estão os dalits (a casta mais baixa do hinduísmo). A beleza da natureza e do Himalaia naquela região (o Monte Everest está lá!) é incrível, mas deixa o país isolado economicamente. O Nepal é pequenino, curioso pela diversidade de sua cultura e religião e muito pobre já que a maior parte da população é agrícola ou vive do comércio.
Esse território encravado nas montanhas guarda milhares de templos e lugares sagrados. Há uma ‘deusa menina’ que vive em um palácio, imagens e templos de deuses milenares por todas as cidades e muito misticismo por entre os escondidos recantos das montanhas. A maior parte da população é hindu, a outra parte, principalmente os refugiados tibetanos que lá estão, budistas. Os cristãos são minoria e há poucos meses ganharam um pouco mais de liberdade no país. Mas as coisas se complicaram um pouco em abril de 2008, quando mudanças políticas e as eleições gerais esquentaram os conflitos entre os partidos que já brigam entre si há décadas. Ainda uma monarquia, o país passa por mudanças radicais para democratização e escolha de um presidente. No dia 10 de abril último a população foi às urnas (depois de dois adiamentos na data das eleições). Houve mortes, conflitos pelas ruas, corte de energia e telefone nos dias em que precederam a eleição. Não há propaganda política e quase nenhuma orientação sobre a importância do voto. Mas mesmo assim todos aguardam a apuração e, principalmente, qual será o destino político da nação. Maoístas e o partido do governo não querem perder o controle do país e, dependendo do resultado das eleições, prometem mais conflitos.
Apesar de rumores de mais violência, Vanessa Vaz e toda a equipe da OM continuam no país, os conflitos políticos não os afastaram do trabalho. Segundo ela, são nas fases mais difíceis que eles se sentem mais confortados e unidos, principalmente pela oração. Conhecer essas pessoas e o trabalho que desenvolvem é uma maneira de ver a fé cristã em ação. O próximo passo é transformar a nossa própria fé em ações reais, semelhantes às deles, nem que seja bem perto. Já que é de todos os cristãos a responsabilidade de trabalhar, seja na Ásia ou lado de fora dos portões de nossas casas, precisamos começar.
Karina Müller
Espaço aberto a todos que desejam refletir, compartilhar e se aprofundar na fé em Jesus Cristo. Meditar na Palavra de Deus e na Sua intervenção na vida e experiência de outros é uma ferramenta importante para que o Cristianismo genuíno seja transmitido a todos que desejam conhecê-lo e vivê-lo. Sabemos tão pouco... E nossa mente ainda é muito restrita para compreender tantas outras coisas... Mas creio que Deus aceita até mesmo os nossos questionamentos e incertezas, afinal...Ele nos criou exatamente com a capacidade de duvidar.
Segundo Richard Holloway*:
“Este é o meu conflito... Sou cinza e pó, frágil e inconstante, um conjunto de reações comportamentais predeterminadas... crivado de temores, acossado de necessidades... o requinte do pó e ao pó voltarei... Todavia, existe em mim algo mais... Posso ser pó, mas sou pó que se inquieta, pó que sonha, pó que tem entranhas, premonições de transfiguração, de uma glória que esta por vir, de um destino preparado, de uma herança que um dia há de ser minha... Assim sou eu... um mistério para mim mesmo, um incômodo enigma... Sou essa estranha dualidade de pó e glória”.
*Richard Holloway, é pastor anglicano, professor de teologia, escritor e colaborador dos jornais The Times, Guardian e Sunday Herald. Durante quatorze anos foi bispo de Edimburgo, na Escócia.
Karina Müller
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