terça-feira, 29 de abril de 2008

Notícias do Front

África, Guiné Conacri
Casal natural de São José dos Campos, São Paulo, há três anos partiram para a África. Missionários na terra em que foram escolhidos para trabalhar, hoje colhem os resultados e enfrentam os desafios desse projeto que está no coração de Deus.


Carta de Oração nº 26
"Aclamai a Deus, toda a terra. Salmodiai a glória do seu nome, daí glória ao seu louvor. Dizei a Deus: Que tremendos são os teus feitos! ...” (Salmo 66. 1-3)
"Esse foi um mês muito interessante. Foi um tempo onde pudemos ver frutos de um trabalho, o início de outro e, sobre tudo, a reação das pessoas a tudo isso.
AÇÕES - No dia 30 de março, fizemos uma marcha pela paz aqui em na comunidade. Não éramos muitos, porém o suficiente para transmitirmos a mensagem de paz e de que só Deus pode mudar a atual situação do país. Fizemos um caminho curto orando em vários pontos da vila. Em menos de uma hora terminamos a marcha e a noite finalizamos a ação com o filme “ Moisés”.
Em abril de 2007, tivemos a iniciativa de limpar a vila de toda a sujeira causada pela greve. Este ano, movidos por nosso exemplo, os responsáveis pela vila decidiram fazer a limpeza e dessa vez também envolveram a comunidade na limpeza. Agora, uma vez por mês o povo vai se reunir para limpar a vila. Isso é muito bom porque talvez teremos menos doentes no hospital.
TERRENO - Nosso terreno começa a tomar forma de construção. Este mês iniciamos o alicerce para fazer cinco salas de aula. Ainda faltam recursos para concluirmos o alicerce, pois com a oferta que ganhamos conseguimos fazer apenas três salas, ainda faltam duas. Se você quer fazer parte desse projeto, entre em contato conosco, vamos juntos mudar o futuro das crianças!
Ouvimos um comentário de que as pessoas da vila estão discutindo entre si sobre quem colocará seus filhos na “nossa” escola, pois todos sabem que somos cristãos. Algumas pessoas me perguntaram quando vão começar as inscrições para a escola, pois eles querem que seus filhos estudem lá. Esse assunto tem deixado os líderes muçulmanos da vila inquietos.
AFRONTAS - Um grupo de pessoas, que não sabemos quem são, pediram para o proprietário de nossa casa vir falar conosco para que não ensinássemos e nem cantássemos na sua propriedade (a casa onde moramos). Ele também aumentou muito nosso aluguel. Isso foi muito estranho para nós e também chamou nossa atenção para orarmos por isso. O proprietário não fez nenhuma ameaça mas viajou 400 quilômetros especialmente para falar conosco sobre o assunto. Oramos para que Deus nos dê a possibilidade de construirmos uma casa no nosso terreno para que possamos mudar para lá e fazer nosso trabalho com tranqüilidade e evitarmos esse tipo de problema".

AUTORES - C.S.Lewis

Trecho escrito pelo autor C. S. Lewis muito realista sobre a natureza humana e nossa dificuldade em se aproximar genuinamente de Deus. Presente no livro 'O problema do Sofrimento', C. S. Lewis.

"Estou progredindo ao longo do caminho da vida em minha usual e contentemente condição, caída e irreligiosa, absorvido em uma reunião alegre com meus amigos para o período subsequente, ou um pouco de trabalho que divirta minha soberba diária, um feriado ou um novo livro, quando, repentinamente, uma súbita dor abdominal, que prediz uma séria doença, ou uma notícia no jornal, que nos ameaça com destruição, faz com que este maço de cartas caia no chão.
A princípio sou subjugado, e toda a minha pequena alegria parece brinquedos quebrados. Então, vagarosa e relutantemente, pouco a pouco, tento tomar consciência de como deveria ter sido a minha vida. Lembro-me de que todos estes brinquedos não deveriam tomar conta do meu coração, que meu verdadeiro bem está em outro mundo e meu único e verdadeiro tesouro é Cristo. E, talvez, pela graça de Deus, eu tenha sucesso, e daqui a um ou dois dias eu me torne uma criatura conscientemente dependente de Deus e extraia esta força da fonte correta. Mas, no momento em que a ameaça é retirada, toda a minha natureza volta-se para os brinquedos".
(C. S. Lewis)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

À imagem e semelhança de Deus




Com certeza você, como boa parte da humanidade, já se deparou com as seguintes perguntas: Qual o propósito da minha vida? Quem me criou? Por que estou aqui? De onde eu vim? Para onde eu vou? Para muitos, a sede por respostas dá lugar a soluções humanas que procuram amenizar o vazio do coração, se entregando à busca obstinada pelo conhecimento, se envolvendo com o ocultismo ou simplesmente decidindo viver intensamente todos os prazeres desse mundo, experimentando toda a sorte de vícios, libertinagem e imoralidade. Entretanto, apenas dois versículos da Bíblia são suficientes para prover essas respostas e dar completo sentido às nossas vidas.

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança (..) E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1:26-27)

A primeira evidência desse texto é que fomos criados por Deus. Os evolucionistas que me perdoem, mas é preciso ter muito mais fé para acreditar que o homem tenha vindo do macaco ou de uma ameba do que aceitar Deus como o autor da humanidade. A compreensão desse fato produz um tremendo sentido para as nossas vidas. Nós não estamos nessa vida por acaso, nem por geração espontânea, pelo contrário, a nossa origem está em Deus, o grande arquiteto e criador.
A palavra de Deus diz que, além de termos sido criados por Deus, nós fomos feitos à sua imagem e semelhança. Isso significa que Deus ao nos criar colocou algo em nós que nos liga a Ele, características que permitem nos relacionarmos com Ele. Todos nós somos capazes de raciocinar, temos emoções e um desejo de relacionamento. Nós não fomos feitos para estarmos sozinhos, existe dentro de nós um anseio pelo relacionamento com outras pessoas, desejamos ouvir e ser ouvidos, desejamos amar, desejamos estar entre as pessoas, isso é algo natural de todo ser humano.
Existe também dentro de todo homem um anseio pelo sobrenatural, algo que possa dar sentido à sua vida e explicar o propósito da sua existência. Deus colocou em nós um anseio por nos relacionarmos com Ele e esse é o motivo do vazio que sentimos quando estamos longe de Deus. Além de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus, a Bíblia nos diz que nós somos a coroa da criação, em outras palavras, nós somos o que Deus criou de melhor. Existe uma expectativa de Deus com a nossa criação, que sobressai a criação dos animais e até mesmo a dos anjos. Portanto existe um propósito especial para Deus tê-lo criado à sua imagem e semelhança e podemos resumir em uma palavra: RELACIONAMENTO.
Somente através do relacionamento com Deus é que podemos encontrar sentido para a vida. Como está o seu relacionamento com o Criador? Se nesse momento você se encontra escondido atrás da cortina da ciência, do humanismo, dos vícios e prazeres dessa vida, abra o seu coração para ter um encontro com o Criador do Universo. Jesus já rasgou a cortina que separa o homem de Deus e, por meio dele, você pode nesse mesmo instante encontrar o sentido para a sua vida e desfrutar de todos os benefícios de um relacionamento íntimo e profundo com o Autor da vida.
Não perca tempo! Não desperdice a sua vida! Você foi feito à imagem e semelhança de Deus... Levante os seus olhos para o Criador e corra para os braços do Pai.


Adam Obede Furloni
é membro da Igreja Batista do Povo, de São José dos Campos, e atualmente está em Pindamonhangaba onde outra Igreja Batista foi instalada.

Notícias do Front


Ásia, Nepal
Deixar a vida perto da família e das pessoas amadas para falar de Deus e da fé libertadora em Jesus Cristo em um país distante pode ser inimaginável para alguns e até mesmo o projeto futuro de outros. Mas, em ambos os casos, devemos conhecer as pessoas que já estão trabalhando na linha de frente e que, mais do que qualquer outra coisa, precisam de nossas orações e atenção, mesmo que seja de longe. Afinal, a responsabilidade é de todos, como nos fala Atos 20.24:
“Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus”.
Vanessa Vaz está no Nepal, bem pertinho da Cordilheira do Himalaia (entre a China e a Índia). Por meio da OM (Operação Mobilização) Brasil, ela trabalha em Katmandu, a capital do país, com outros missionários da equipe. Uma das atividades do grupo é o trabalho em uma favela onde estão os dalits (a casta mais baixa do hinduísmo). A beleza da natureza e do Himalaia naquela região (o Monte Everest está lá!) é incrível, mas deixa o país isolado economicamente. O Nepal é pequenino, curioso pela diversidade de sua cultura e religião e muito pobre já que a maior parte da população é agrícola ou vive do comércio.
Esse território encravado nas montanhas guarda milhares de templos e lugares sagrados. Há uma ‘deusa menina’ que vive em um palácio, imagens e templos de deuses milenares por todas as cidades e muito misticismo por entre os escondidos recantos das montanhas. A maior parte da população é hindu, a outra parte, principalmente os refugiados tibetanos que lá estão, budistas. Os cristãos são minoria e há poucos meses ganharam um pouco mais de liberdade no país. Mas as coisas se complicaram um pouco em abril de 2008, quando mudanças políticas e as eleições gerais esquentaram os conflitos entre os partidos que já brigam entre si há décadas. Ainda uma monarquia, o país passa por mudanças radicais para democratização e escolha de um presidente. No dia 10 de abril último a população foi às urnas (depois de dois adiamentos na data das eleições). Houve mortes, conflitos pelas ruas, corte de energia e telefone nos dias em que precederam a eleição. Não há propaganda política e quase nenhuma orientação sobre a importância do voto. Mas mesmo assim todos aguardam a apuração e, principalmente, qual será o destino político da nação. Maoístas e o partido do governo não querem perder o controle do país e, dependendo do resultado das eleições, prometem mais conflitos.
Apesar de rumores de mais violência, Vanessa Vaz e toda a equipe da OM continuam no país, os conflitos políticos não os afastaram do trabalho. Segundo ela, são nas fases mais difíceis que eles se sentem mais confortados e unidos, principalmente pela oração. Conhecer essas pessoas e o trabalho que desenvolvem é uma maneira de ver a fé cristã em ação. O próximo passo é transformar a nossa própria fé em ações reais, semelhantes às deles, nem que seja bem perto. Já que é de todos os cristãos a responsabilidade de trabalhar, seja na Ásia ou lado de fora dos portões de nossas casas, precisamos começar.
Karina Müller


Espaço aberto a todos que desejam refletir, compartilhar e se aprofundar na fé em Jesus Cristo. Meditar na Palavra de Deus e na Sua intervenção na vida e experiência de outros é uma ferramenta importante para que o Cristianismo genuíno seja transmitido a todos que desejam conhecê-lo e vivê-lo. Sabemos tão pouco... E nossa mente ainda é muito restrita para compreender tantas outras coisas... Mas creio que Deus aceita até mesmo os nossos questionamentos e incertezas, afinal...Ele nos criou exatamente com a capacidade de duvidar.
Segundo Richard Holloway*:
“Este é o meu conflito... Sou cinza e pó, frágil e inconstante, um conjunto de reações comportamentais predeterminadas... crivado de temores, acossado de necessidades... o requinte do pó e ao pó voltarei... Todavia, existe em mim algo mais... Posso ser pó, mas sou pó que se inquieta, pó que sonha, pó que tem entranhas, premonições de transfiguração, de uma glória que esta por vir, de um destino preparado, de uma herança que um dia há de ser minha... Assim sou eu... um mistério para mim mesmo, um incômodo enigma... Sou essa estranha dualidade de pó e glória”.

*Richard Holloway, é pastor anglicano, professor de teologia, escritor e colaborador dos jornais The Times, Guardian e Sunday Herald. Durante quatorze anos foi bispo de Edimburgo, na Escócia.
Karina Müller